A Fundação Rotária Portuguesa (FRP) esteve presente, como convidada, na 16.ª edição do Prémio Manuel António da Mota, cuja cerimónia decorreu na tarde de 23 de novembro, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto. O evento, promovido pela Fundação Manuel António da Mota, decorreu este ano sob o lema «Sempre Solidários», reunindo cerca de trezentos convidados e diversas personalidades da vida pública nacional. A celebração destacou o papel das instituições portuguesas no combate à exclusão e na promoção da coesão social.
Entre os presentes destacam-se o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa; a Presidente do Conselho de Administração da Fundação Manuel António da Mota, Maria Manuela Mota; o Presidente do Conselho de Administração da Mota-Engil SGPS, Carlos Mota Santos; o Presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte; e ainda a Presidente do Conselho de Curadores da Fundação Manuel António da Mota, Manuela Ramalho Eanes.
Manuel Bastos Pinto, membro da Comissão Executiva da FRP, marcou presença em representação deste órgão presidido por João Calado. Criada há mais de seis décadas pelos rotários portugueses, a FRP distingue-se pela atribuição de bolsas de estudo e apoio aos projetos humanitários desenvolvidos pelos clubes, sendo reconhecida com o estatuto de Entidade de Utilidade Pública.
Primeiro prémio destaca promoção dos territórios de baixa densidade
O Primeiro Prémio, no valor de 50 mil euros, foi atribuído à Rural Move — Associação para a Promoção do Investimento nos Territórios de Baixa Densidade. Esta associação, constituída em 2020, tem como missão co-criar comunidades rurais mais resilientes e promover a regeneração humana, económica e demográfica do território.
O segundo lugar coube à Cáritas da Ilha Terceira, com um prémio de 25 mil euros, e o terceiro lugar ao MADI – Movimento de Apoio ao Diminuído Intelectual de Vila do Conde, que recebeu 20 mil euros.

As restantes sete entidades finalistas receberam menções honrosas, acompanhadas de um troféu e de um apoio de cinco mil euros cada: ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, Brigada do Mar, CAID – Cooperativa de Apoio à Integração do Deficiente, CASA – Centro de Apoio ao Sem-Abrigo, Centro Assistencial Cultural e Formativo do Fundão, Centro Paroquial e Social de Lanheses, ainda a Fundação Rui Osório de Castro.
Presidente da República destaca papel das IPSS, dos voluntários e dos cuidadores informais
Na sua intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa não deixou de destacar o papel das instituições privadas de solidariedade social e de todos os voluntários. Num claro reconhecimento das pessoas que dedicam a vida aos seus familiares ou amigos incapacitados, deixou uma palavra especial para os cuidadores informais.

O Presidente da República anunciou ainda a atribuição a Manuel António da Mota, a título póstumo, da Condecoração de Mérito Social. Esta distinção concedida ao fundador do grupo Mota-Engil pretende reconhecer as suas vertentes solidárias e filantrópicas, e que vieram a consubstanciar-se na fundação com o seu nome.
Por seu turno, o Presidente do Conselho de Administração da Mota-Engil SGPS, Carlos Mota Santos, recordou o propósito que esteve na origem do Prémio Manuel António da Mota. A distinção, criada em 2010, permanece fiel ao reconhecimento e valorização do trabalho das instituições que servem o país.

A cerimónia contou ainda com a presença de Óscar Afonso, Diretor e Professor Catedrático da Faculdade de Economia do Porto, como orador convidado. O académico e investigador apresentou uma reflexão sobre políticas públicas de investimento e as suas condicionantes, tendo como base um estudo realizado pela instituição de Ensino Superior que dirige e à qual está ligado há mais de três décadas.
As atuações do Grupo Coral da Bairrada e da Tuna Académica da Universidade de Coimbra contribuíram para esta gala ao unir tradição, juventude e cultura.
Manuel Bastos Pinto: «foi uma cerimónia de encher a alma»
Para Manuel Bastos Pinto, a presença da Fundação Rotária Portuguesa foi motivo de inspiração e de gratidão pelo convite à FRP. «Posso afirmar que foi uma cerimónia de encher a alma», destacou. O dirigente da FRP sublinhou ainda que «demos o tempo por bem entregue», numa clara extensão do seu sentimento a todos aqueles que marcaram presença no edifício da Alfândega do Porto.
O Prémio Manuel António da Mota distingue, anualmente, instituições que se destacam na luta contra a pobreza e exclusão social, no acolhimento e integração de migrantes e refugiados, na valorização do interior e coesão territorial, bem como nas áreas da saúde, educação, emprego, apoio à família, inovação e empreendedorismo social, inclusão digital e transição climática. Na edição de 2025, sob o lema «Sempre Solidários», o prémio reafirmou o compromisso com um país mais justo, sustentável e coeso.
A Fundação Rotária Portuguesa saúda, na sua missão de serviço e com claro reconhecimento institucional, a iniciativa levada a cabo pela Fundação Manuel António da Mota.








